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MÚSICA GAÚCHA

21 NOV 2018
21 de Novembro de 2018

 BA música gaúcha de origem tradicionalista parece ter origem na escola literária do parnasianismo, por sua semelhança quando canta coisas da natureza e do ambiente como: a terra, o chão, os costumes, o cavalo - e pela musicalidade, sempre buscando a rima num arranjo muito acertado com as melodias, criando entre letra, música e dramatização, uma dinâmica que rebusca origens e paixões. Vale a pena estudar este aspecto e descobrir que por outras origens históricas podemos enriquecer nossas culturas.

O estilo musical gauchesco mostra também origens fortes na música flamenca espanhola, e na música portuguesa. Os campos harmônicos bem arranjados, denotam ritmos bem elaborados e melodias com dois ou mais violões. Com uma formação harmônica/melódica complexa, a música tradicionalista torna-se difícil de ser interpretada em alguns casos, por outros grupos ou músicos que não possuem ligação direta com a cultura gaúcha.

Festivais

A partir de 1971 surgiu em Uruguaiana a Califórnia da Canção Nativa, festival considerado a mãe de todos os festivais nativistas, dando origem a festivais de música nativista no estado.
Após a Califórnia da Canção Nativa surgiram:
Escaramuça da Canção Gaudéria, em Triunfo;
Tertúlia Musical Nativista, em Santa Maria;
Festival da Barranca, em São Borja;
Coxilha Nativista, em 1981 Cruz Alta;
Musicanto Sul-americano de Nativismo, em Santa Rosa;
Canto sem Fronteira, em Bagé;
Tafona da Canção Nativa, em Osório;
Acorde da Canção Nativa, em Camaquã;
Estância da Canção Gaúcha, em São Gabriel;
Semeadura da Canção Nativa, em Tupanciretã;
Sapecada da Canção Nativa, em Lages
Um Canto para Martín Fierro, em Santana do Livramento;
Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões;
Encontro Internacional de Chamameceros, em São Luiz Gonzaga;
Cante uma Canção, em Vacaria;
Gauderiada da Canção Gaúcha, em Rosário do Sul;
Comparsa da Canção Gaúcha, em Pinheiro Machado;
Grito do Nativismo Gaúcho, em Jaguari;
Reponte da Canção, em São Lourenço do Sul;
Vigília do Canto Gaúcho de Cachoeira do Sul;
Salamanca da Canção Nativa de Quaraí;
Laçador do Canto Nativo, em Porto Alegre;
Canoa do Canto Nativo, em Canoas;
Bicuíra da Canção Nativa, em Rio Grande;
Acampamento da Canção Nativa, em Campo Bom;
Galponeira, em Bagé;
entre outros.

Ritmos musicais

Entre os principais ritmos de música nativista estão: a milonga, o chamamé, a chamarrita, a polca, o rasguido , a vaneira, o vanerão, o xote, o bugio e a rancheira.

Nativismo e tradicionalismo

Apesar de tratar dos mesmos temas que os tradicionalistas, os nativistas discordam destes em alguns pontos. Entre os pontos de maior divergência estão o passado do Rio Grande do Sul e a influência espanhola dos países vizinhos.
São divergências bastante sutis, mas podem ser percebidas em certas canções, como por exemplo "Sabe, Moço", cantada por Leopoldo Rassier, que fala da tristeza de um soldado que lutou nas guerras históricas do estado e recebeu cicatrizes em vez de medalhas. É um assunto que dificilmente seria abordado pelos tradicionalistas, que preferem ver glória e heroísmo nas mesmas guerras.
Quanto à influência espanhola, os tradicionalistas têm um certo desprezo por considerar que os espanhóis muitas vezes no passado foram inimigos nas guerras em que o estado se envolveu. Os nativistas, por outro lado, não se envergonham de admitir que muitas características culturais e folclóricas são originárias dos países vizinhos (Argentina e Uruguai), muitos chegam a gravar músicas em espanhol e até se fala em "três pátrias gaúchas" (Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul).
Outro ponto de divergência entre tradicionalistas e nativistas é a religião. Tradicionalistas na maioria das vezes são católicos fervorosos, enquanto alguns nativistas poucas vezes falam em Deus, e há letras que chegam a falar em Ateísmo (como por exemplo a canção Changueiro De Vida E Lida, cantada por Adair De Freitas, Jari Terres e Luiz Marenco).

Fonte:http://minhapatriagaucha.blogspot.com

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